segunda-feira, 16 de maio de 2011

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS ANIMA A CRIANÇADA

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS ANIMA A CRIANÇADA NO CENTRO DA CULTURA JUDAICA

Programação tem como inspiração celebrações e datas do calendário do povo judeu. Diana Vaz relata histórias de arcos e flechas

Por Caio Miranda

Maio é um mês de importantes comemorações no calendário judaico, entre as quais Iom Hashoah, que homenageia os sobreviventes da Shoá (Holocausto), Iom Haatzmaut, que celebra a independência do Estado de Israel e Iom Hazikaron, data que relembra os veteranos e soldados mortos pela contrução de Israel.

O Centro da Cultura Judaica traz em sua programação deste mês encontros, oficinas, brincadeiras e homenagens especificas. Entre elas, o Sipurim, projeto de contações de histórias, que anima o domingo do dia 22/05 com a celebração de Lag Ba’Omer, período de 49 dias contado a partir do dia seguinte de Pessach, a Páscoa judaica, celebrada no fim de abril.

Há duas bases para essa comemoração: a primeira é que neste dia cessou a peste que surgiu entre os discípulos de Rabi Akiva, um importante sábio rabínico da província da Judeia em fins do primeiro século e durante a primeira metade do segundo. Foi uma grande autoridade em assuntos de tradição judaica. A segunda é, que nesta data, comemora-se o aniversário de falecimento de Rabi Shimon Bar Yochai, cujos ensinamentos introduziram a Cabalá, trazendo a disseminação da dimensão mística da Torá, livro sagrado dos judeus.

Diana Vaz, acompanhada dos educadores do Centro, apresenta a historia da celebração de lag Ba’Omer, quando as crianças sentam-se ao redor de fogueiras e brincam com arcos e flechas, lembrando os discípulos. Logo de início, a meninada aprenderá a construir seus próprios instrumentos.


SERVIÇO: SIPURIM – A HORA DA HISTÓRIA – ARCOS E FLECHAS... JUDAICOS, COM DIANA VAZ E EDUCADORES
Data: 22 de maio – 16h – 3º Andar
Ingresso: gratuito* (Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria do Centro e estão sujeitos à lotação do espaço)
Classificação: a partir de 8 anos
Duração: 60 minutos
Vagas: 30 crianças
Endereço: Rua Oscar Freire, 2.500 (estação Sumaré do Metrô)
Tel.: (11) 3065-4333
E-mail: culturajudaica@culturajudaica.org.br
Site: www.culturajudaica.org.br


[+] SOBRE O CENTRO DA CULTURA JUDAICA

O Centro da Cultura Judaica é um espaço de referência e convivência aberto ao público que oferece uma programação gratuita nas áreas de música, teatro, cinema, literatura, artes plásticas, fotografia, dança e educação.

Promove o respeito entre os povos com atividades interativas que levam à reflexão e à aceitação das diferenças culturais por meio da arte, além de difundir o patrimônio cultural, as tradições e as raízes do judaísmo.

O Centro localiza-se ao lado do metrô Sumaré, na rua Oscar Freire, número 2.500. Funciona de terça a sábado, das 12h às 19h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h.

www.culturajudaica.org.br.

BRF Brasil Foods abre inscrições para o Programa de Estágio 2011

As vagas estão distribuídas entre 60 unidades da companhia

Por Máquina Public Relations

Com o objetivo de oferecer a jovens a oportunidade de exercitarem o aprendizado em cursos universitários e contribuir para a formação de novos profissionais com perfil desejável para dar suporte aos projetos de crescimento e de globalização da companhia, a BRF Brasil Foods abre processo seletivo para o Programa de Estágio 2001.

As inscrições, que já estão abertas, prosseguem até 10 de julho e podem ser feitas pelo link www.estagiobrasilfoods.com.br. Para se candidatar, os interessados devem concluir o curso entre dezembro de 2011 e dezembro de 2015. Há vagas para as 60 unidades da empresa em diversas áreas, porém com foco maior em Engenharia.

As etapas incluem triagem de currículo, dinâmicas de grupo, entrevista individual com RH e gestor, e prova de conhecimentos específicos de acordo com a vaga. A previsão para que os selecionados comecem a trabalhar é o próximo mês de julho. O programa terá duração de seis a 24 meses.

Os estagiários receberão bolsa-auxílio conforme carga horária e compatível com o mercado de cada região, além de benefícios como vale-transporte, vale-refeição (ou refeitório no local), auxílio médico e seguro de vida.

Ao ingressar na companhia, os estudantes participarão de diversas atividades como integração, treinamento on the job, treinamentos via e-learning e reuniões bimestrais de acompanhamento.

Sobre a BRF Brasil Foods:

A BRF Brasil Foods é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a terceira maior exportadora brasileira e uma das cinco maiores empregadoras do Brasil. Em seu portfólio estão algumas da marcas mais valiosas do país, como Perdigão e Sadia, além de Batavo e Elegê. A empresa possui cerca de 113 mil, conta com 60 unidades industriais no Brasil e três no exterior (Argentina, Inglaterra e Holanda), além de centros de distribuição que abrangem todo território nacional. Hoje, a BRF exporta seus produtos para mais de 140 países e detém um portfólio superior a 3.000 itens, entre os segmentos de carnes, lácteos, margarinas, massas, pratos congelados e vegetais congelados.

BRF Brasil Foods:

www.brasilfoods.com


JOVEM AUTOR TRAZ INOVAÇÕES PARA O GÊNERO DO ROMANCE

Em perfeita sintonia com o mundo literário, Fernando Rinaldi construiu um estilo próprio e inovador ao publicar o seu primeiro romance. No livro Quadrilha, ele trata, em prosa poética, do tema conflito familiar de forma ímpar,com uma técnica original quanto ao formato do texto e desenrolar da trama

Por Lúcia Scotero

Ávido leitor de grandes obras nacionais e internacionais, como as de Clarice Lispector e de Fiódor Dostoiévski, o jovem autor Fernando Rinaldi, de 21 anos, acaba de lançar o seu primeiro romance, que elaborou entre os quinze e dezoito anos de idade. No livro Quadrilha (208 p., R$ 28,00), da Editora Arte Paubrasil, ele construiu um estilo próprio, trazendo algumas inovações ao gênero tradicional do romance. Tendo o seu título inspirado no poema de Carlos Drummond de Andrade, o livro narra à nova relação familiar do século XXI de forma ímpar, além de abordar outros assuntos polêmicos, como homossexualidade, adultério e eutanásia de maneira precisa. O estilo adotado nas descrições da trama faz com que o leitor sinta-se integrado ao narrado. Além disso, o livro é enriquecido por intertextualidades.

Na avaliação da escritora Vanise Macedo, responsável pela leitura crítica da obra, as inovações literárias trazidas pelo jovem autor são demonstrações explícitas de suas muitas leituras e de sua sintonia com o mundo literário e a arte de escrever. "Em determinados momentos, como em trechos em que o autor usa a pontuação como recurso de informação, básico para o entendimento da mensagem, ele revisita vários movimentos literários, como a obra de Machado de Assis e o Movimento Modernista", afirma a escritora.

O texto é extremamente original quanto a sua estrutura. O autor inicia com a apresentação dos quatro protagonistas, como um roteiro de teatro ou cinema, narrando as personagens individualmente. A constituição do narrador também se dá de forma ousada. Além de cada fragmento focalizar uma personagem, como num close-up cinematográfico, também ocorre a mudança de foco narrativo. Já os fatos que compõem a história estão enroscados num longo fio, com pouca noção de tempo ou espaço, e são revelados em linhas de poesia e prosa. Os conflitos se misturam também nas entrelinhas, deixando transparecer o sentimento dos protagonistas. "O sugerido diz mais que o revelado", complementa o autor. No último capítulo, quatro poemas contam verdades diferentes sobre a tragédia que permeia toda a história.

A despeito da diversidade formal do texto, a unicidade faz-se presente pelo eixo problemático da quadrilha. O objetivo é retratar a nova relação familiar e a falta de hierarquia em sua estrutura. Num jogo constante de construção e desconstrução no desenvolvimento da trama, o autor explora a intimidade das personagens. Dessa forma, o leitor depara sempre com uma surpresa, tornando a leitura da obra uma atividade não previsível. Existe, portanto, um quebra-cabeça tanto na história quanto na estrutura formal do livro.

As narrativas giram em torno do irmão mais novo, Antônio, e sua tetraplegia, que pode ou não ser simbólica, dependendo da leitura realizada. O sentimento de solidão prevalece em todos os elementos da família e existe, ainda, uma barreira intransponível entre eles. A homossexualidade não é tratada como uma escolha e nem de maneira determinada. Para o autor, a adolescência é justamente uma fase de descoberta da identidade. "As experiências amorosas e sexuais de Cristina, por exemplo, contemplam essa necessidade", explica. A morte é um tema recorrente no livro, mas geralmente subentendido. E a questão da eutanásia é secundária, porque ninguém sabe, de fato, o que aconteceu com Antônio.

Ao longo do livro, o leitor mergulha no mundo psicológico das personagens, descobrindo-as entravadas a suas angústias, complexos e medos, viajando por uma linguagem literária repleta de metáforas e de simbologias. O texto todo é uma grande colcha de retalhos, em estrutura de flashback.

Rinaldi é também autor de vários poemas, alguns publicados na abertura dos capítulos do livro Criando adolescentes em tempos difíceis, (Summus Editorial), da psicóloga Elizabeth Monteiro. Disposto a buscar sempre novos caminhos para sua escrita, ele continua em plena produção literária e já começou a escrever uma nova história, que pode se tornar o segundo romance. Além disso, pretende lançar também um livro de contos.

"Há ainda muitos temas que eu gostaria de explorar, assim como outros formatos de se contar uma história", revela Rinaldi. Ele, que já esteve em contato também com o universo do teatro e do cinema, quer manter um estilo próprio de escrever. Para o autor, a liberdade narrativa torna a literatura uma arte múltipla e mutante, assim como os jovens dessa nova geração.

Fonte:

Fernando Davino Rinaldi nasceu em São Paulo, em 1989. Ainda criança, começou a criar suas primeiras histórias e personagens. Fez curso de Letras na USP e atualmente cursa Relações Internacionais na PUC-SP.


Programação Seminário internacional

“Políticas culturais, intervenção urbana e patrimônio edificado: perspectivas para as metrópoles contemporâneas

24/05- 3.feira

Políticas culturais e intervenção urbana

em áreas antigas: um balanço

Tendo em vista discutir as políticas culturais associadas à requalificação de áreas antigas, o primeiro dia de debate pretende fazer um balanço sobre a pertinência e os resultados das ações que vêm sendo realizadas no centro de São Paulo (particularmente a região da Luz/Santa Ifigênia) nos últimos 30 anos. Assim, pretende-se a avaliar em que medida o incentivo à algumas manifestações culturais contribuíram, ou não, para a “revitalização” da área, não só do ponto de vista do mercado imobiliário, mas principalmente para os diversos segmentos sociais que moram, trabalham, e circulam pela região.

10:30hs: Palestra: Profa dra Regina Meyer (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-USP)

12:00hs: Debate:

-Prof dr José Tavares de Lira (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Centro de Patrimônio Cultural-USP)

-Prof dr José Teixeira Coelho Neto (Escola de Comunicação e Arte-USP e Museu de Arte de São Paulo)

- Prof dr Carlos Augusto Calil (Secretaria Municipal de Cultura-PMSP)

13:00hs: Almoço

O projeto “Nova Luz”

Nesta mesa pretende-se discutir os fundamentos e as propostas de intervenção urbana que fundamentam o projeto “Nova Luz”, a ser apresentado por representantes das empresas que formam o consórcio vencedor do concurso organizado pela Prefeitura Municipal de São Paulo. Cabe ainda neste debate avaliar os possíveis desdobramentos da aplicação do projeto em diversas escalas (local, regional, nacional, internacional), tendo em conta os diferentes segmentos sociais envolvidos.

14:30hs: Palestra: Lourenço Gimenes (FGMF Arquitetos) e José Bicudo (Cia City)

15:30hs: Intervalo

16:00hs: Debate:

-Prof. dr. Fernando de Mello Franco (Universidade Mackenzie e MMBB)

-Dra. Rovena Negreiros (Emplasa)

-Dr. Jorge Wilheim (Jorge Wilheim Consultores Associados)

18:30hs: Exibição de “Soberano” Ana Paula Orlandi e Kiko Mollica, 15 min (2005) e “O Bandido da Luz Vermelha” (1968) 92 min Rogério Sganzerla

20:30: Alfredo Sternheim (Cineasta)

25/05- 4.feira

Experiências nacionais e internacionais: modelos e alternativas

Considerando que outras cidades brasileiras e internacionais têm passado também por experiências de intervenções urbanas em áreas antigas, serão discutidos nesta mesa os pressupostos e os desdobramentos que estas intervenções tiveram nas referidas cidades. Pretende-se assim ampliar os horizontes e as referências locais, possibilitando avaliar a pertinência das propostas feitas para a metrópole paulistana

10:30hs: Palestra: Prof dr Josep Maria Montaner (Universitat Politecnica de Catalunya- Espanha)

12:00hs: Debate:

-Arq. Marcelo Ferraz (Brasil Arquitetura)

- Prof. dr. Rogério Proença Leite (Universidade Federal de Sergipe)

-Prof . Hector Vigliecca (Univ. Mackenzie e Vigliecca & Associados)

13:00hs: Almoço

A atuação dos órgãos preservacionistas

Por ser a Luz/ Santa Efigênia uma área dotada de patrimônio edificado de grande valor, ela tem sido alvo de sucessivas políticas culturais, o que nos permite avaliar as possibilidades, mecanismos e recursos utilizados pelos órgãos preservacionistas diante das pressões exercidas pelos diversos atores sociais que atuam na metrópole. Cabe ainda discutir e comparar os instrumentos de preservação utilizados em outras cidades brasileiras, particularmente no Rio de Janeiro.

14:30hs: Palestra: Prof. dr. José Eduardo de Assis Lefèvre (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-USP e Conselho de Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo)

15:30hs: Intervalo

16:00hs: Debate:

-Profa dra Herta Franco (curadora)

- Dra. Marly Rodrigues (Memórias Assessoria e Projetos)

- Dr. Roberto Anderson Magalhães (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural-RJ)

18:30hs: Exibição de “Madame Satã” (2002) 105 min. Karim Ainouz

20:30hs: Debate: Profa. dra. Beatriz Kushnir (Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro)

26/05 5.feira

Tema: Requalificação urbana em áreas de interesse cultural: entre a sustentabilidade e o enobrecimento

O objetivo desta mesa é discutir em que medida as intervenções urbanas promotoras de “revitalização urbana” têm se mostrado capazes de promover a permanência da população residente; a integração social; a produção de renda para moradores; e a utilização racional dos recursos ambientais, como muitas vezes propagam os defensores deste tipo de intervenção. Ou se, ao contrário, têm garantido apenas a reprodução capitalista contemporânea, criando “cenários urbanos” fictícios que favorecem a inserção de determinadas áreas urbanas aos critérios das chamadas “cidades globais”, resultando em enobrecimento urbano.

10:30hs: Profa. Dra. Silvana Rubino (Chefe do Departamento de História- Unicamp)

12:00hs: Debate:

Profa dra Beatriz Kara-José (Universidade Paulista e SENAC)

Prof. dr. Paulo Sandroni (Fundação Getúlio Vargas-SP)

Paula Ribas (pres. Assoc. de Moradores do bairro da Luz e Santa Ifigênia)

13:00hs: Almoço

Cultura, diversidade e urbanidade: um horizonte possível

Com as políticas culturais implementadas nos últimos anos na região da Luz- Santa Ifigênia, ao qual se somam a implementação do projeto “Nova Luz”, começa-se a consolidar uma nova espacialidade da cidade, em uma área voltada também para o consumo cultural. Cabe perguntar se este espaço, com grande potencial de geração de novos negócios, dada a infra-estrutura urbana existente, vai ser capaz também de gerar cidadania e urbanidade, ao assegurar a permanência e o convívio de grupos sociais de origens étnicas, valores culturais e poder aquisitivo distintos, tornando-o um espaço de pleno exercício da diversidade cultural e social.

14:30hs: Palestra: Dr Olivier Mongin (Revue Esprit- França)

15:30hs: Intervalo

16:00hs: Debate:

-Antônio Carlos de Moraes Sartini- (Museu da Língua Portuguesa)

-Dr. Luiz Kohara (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo/Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-USP e Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos)

-Arq. Kazuo Nakano (Instituto Pólis)

18:30hs: Exibição de “Cidade baixa” (2005) 93min- Sérgio Machado

20:00hs: Sérgio Machado (Cineasta).

O Projeto “Nova Luz”


Seminário internacional “Políticas culturais, intervenção urbana e patrimônio edificado: perspectivas para as metrópoles contemporâneas: O Projeto “Nova Luz”

Seminário Internacional acontece entre os dias 24 e 26 de Maio no CCBB em São Paulo

Com participação de agentes públicos e privados, nacionais e internacionais, programação joga luz e amplia o debate sobre a importância das políticas culturais no processo de re-qualificação do espaço público, nas metrópoles contemporâneas

Por São Paulo – Foco Jornalístico

Região da Nova Luz – Centro – São Paulo

Realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil, com coordenação geral da Agenda Projetos Culturais e curadoria da Profa. Dr. Herta Franco, o Seminário Internacional: Políticas Culturais e Intervenção Urbana traz para São Paulo, pela primeira vez e a nível internacional o debate sobre o papel das políticas culturais no processo de recuperação de áreas urbanas antigas, bem como as relações entre cultura, espaço e cidadania na definição de dinâmicas nas metrópoles contemporâneas.

Partindo da atualidade da discussão do Projeto “Nova Luz”, conduzido pela Prefeitura Municipal de São Paulo, o Seminário tem como objetivo trazer uma abordagem interdisciplinar da questão. “Pensar nas dimensões - social, cultural, econômica - que envolvem o processo de intervenção urbana, a partir dos pontos de convergência e conflito. O objetivo não é pensá-las separadamente, mas em perspectiva.”, reflete Marcelo Mendonça, gestor do CCBB São Paulo.

Em três dias de evento, seis palestras, oito debates e exibição de quatro filmes, os temas abordados vão de balanços a perspectivas.

No primeiro dia, a discussão se dará em torno do Projeto “Nova Luz”. Serão duas mesas e duas palestras que irão analisar as ações que vem sendo implementadas no centro da cidade de trinta anos pra cá – sobretudo na região da Nova Luz – e de que forma os incentivos às manifestações culturais contribuíram ou não para a revitalização do espaço.

Serão também discutidas aqui as propostas específicas de intervenção urbana que fundamentam o Projeto "Nova Luz", a fim de prever os desdobramentos possíveis do projeto uma vez aplicado. Lourenço Gimenes, escritório de arquitetura FGMF e José Bicudo, da Cia City – ambas participantes do consórcio que desenvolveu e implementará o projeto – ministrarão palestra, seguida de debate com o Prof. dr. Fernando de Mello Franco (Universidade Mackenzie e MMBB), Dra. Rovena Negreiros (Emplasa) e Dr. Jorge Wilheim (Jorge Wilheim Consultores Associados).

O segundo dia de seminário terá seu norte na avaliação de modelos alternativos nacionais e internacionais, bem como na atuação de orgãos preservacionistas. A intenção é colocar a experiência da metrópole paulistana em relação à experiência de outras cidades do Brasil e do mundo e ampliar, dessa forma, as referências locais que ditam caminhos e escolhas para São Paulo.

Na sexta-feira, acadêmicos, membros da sociedade civil e representantes de órgãos culturais e de movimentos sociais irão discutir os horizontes possíveis, a partir do questionamento dos impactos reais de políticas de intervenções urbanas na vida dos diversos segmentos sociais presentes no espaço.

Quais são os limites e quais devem ser as bases de uma intervenção urbana que pretende não a reprodução de um modo de vida excludente, mas a construção de cidades mais humanas que tornem o espaço lugar de pleno exercício da diversidade cultural e social?

São a essas perguntas para as quais o Seminário busca respostas.

Discutir as cidades e o modo como são feitas as intervenções em seus espaços hoje é refletir sobre a cidade que queremos construir para o século XXI. E isso é muito mais que um exercício profissional. É o exercício da cidadania", completa a Profa. Dr Herta Franco, curadora do Seminário.

Já estão confirmados para o Seminário Carlos Augusto Calil (Secretário Municipal de Cultura), o Prof. Dr. José Tavares de Lira (Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo / CPC – USP), Kazuo Nakano (Arquiteto do Instituto Polis), Paula Ribas (Presidente da Associação de Moradores dos bairros da Luz e Santa Ifigênia ) e ainda, Antônio Carlos de Moraes Sartini (Museu da Língua Portuguesa), Sergio Machado (Cineasta, diretor do longa Cidade Baixa), a Profa. Dr. Regina Meyer (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP / FAU-USP)e o Prof. Dr. José Teixeira Coelho Neto (Diretor do Museu de Arte Moderna de São Paulo / MASP e da Escola de Comunicação e Arte da USP), entre outros.

Olivier Mongin (Revue Esprit – França) e o Prof. Dr. Josep Maria Montaner (Universitat Politécnica da Catalunya – Espanha) são os convidados internacionais.

Espaço Urbano, Cultura e Cinema

Como parte da programação do Seminário, serão exibidos quatro filmes nacionais que de tem a cidade como ponto de convergência da narrativa. São eles: Soberano (Kiko Mollica e Ana Paula Orlandi), O Bandido da Luz Vermelha (Rogério Sganzerla), Madame Satã (Karim Ainouz) e Cidade Baixa, seguido de debate com o diretor do filme Sérgio Machado.

SERVIÇO:

O Seminário é totalmente gratuito.

As atividades acontecem entre os dias 24 e 26 de Maio, das 10h30 às 20h30

Local: Auditório da AASP – Rua Álvares Penteado, 151

(346 Lugares).

Haverá inscrições prévias pelos telefones 11 3113-3600 / 3712 ou retirada de senha na bilheteria do CCBB, a partir de uma antes de cada atividade.

Todos que comparecerem a 70% da grade do Seminário, receberão, ao final, Certificado de Participação.