VII Festibero celebra 25 anos do Memorial da
América Latina
Por VERBENA Comunicação
Eva Wilma, artista homenageada, apresenta-se com o
espetáculo Azul Resplendor.
O VII Festibero - Festival Ibero-Americano de
Teatro de São Paulo, que reúne 15 espetáculos (de palco e de rua), oficinas e
mesas redondas, será realizado no Memorial da América Latina entre os dias
22 e 27 de abril.
O festival promove uma grande festa teatral como
parte das comemorações do aniversário de 25 anos do Memorial. A atriz Eva Wilma
e o ator Paulo Goulart (1933-2014), falecido recentemente, serão homenageados no evento, respectivamente,
nos dias 22 (às 20 horas) e 24 (às 21 horas). A programação pode ser conferida
no site www.memorial.org.br. Todas as atividades têm entrada franca.
Esta edição do Festibero traz uma programação
eclética com montagens que levam à cena autores clássicos e contemporâneos,
espetáculos com estéticas diversas que transitam entre a linguagem tradicional
e a de vanguarda. Além de produções nacionais, seis países são representados:
Portugal (Aos Nossos Filhos, com Maria de Medeiros e Laura Castro), Espanha (Decameron, de Cándido
Pazó), Argentina (Como Arenas Entre Lãs Manos,
com Ana
María Cores), Bolívia (Y Si Te Canto Canciones de Amor, com a Cia.
Tucura Cunumi), Paraguai (Emiliano, com Fábio Chamorro) e
México (A Vivir,
de Odin Dupeyron).
As montagens brasileiras que participam do
Festibero são: Azul Resplendor (com Eva Wilma), Genet: o Poeta
Ladrão
(direção Sérgio Ferrara), Dentro é o Lugar Longe (com a Trupe Sinhá
Zózima), Polvos Poéticos (com o Grupo Sensus), Marias da Luz (com
As Garças), Cabeça de Papelão (com a Cia. da Revista), Borandá
(com Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes), O Fiscal Federal (com Teatro
Experimental do Sesc do Amazonas) e Relampião (com a Cia. do Miolo e Cia.
Paulicéia).
O VII Festibero tem Curadoria do gestor e produtor
cultural Efren Colombani, do dramaturgo e diretor teatral Guilherme Bonfin e do
ator e diretor teatral Luiz Amorim, parceria com a SP Escola de Teatro, na
realização de palestras e oficina, numa produção da Associação São Pedro
Pró-Cultura. Segundo o coordenador geral do Festival, Luis Avelima, “o intuito
do Festival é mostrar a diversidade cultural e mapear a produção contemporânea
das artes cênicas, além de traçar um paralelo entre a produção dos países da
América Latina, Portugal e Espanha”.
Festibero – Abertura - homenagens
O evento de abertura do VII Festival
Ibero-Americano de Teatro de São Paulo tem apresentação do espetáculo Azul
Resplendor. Concebido por Eduardo Adrianzén e dirigido por Renato Borghi e
Elcio Nogueira Seixas, a peça tem Eva Wilma no elenco, ao lado de Renato Borgh,
Dalton Vich e outros. A atriz - uma das mais importantes referências da dramaturgia
brasileira e que completa 60 anos de carreira neste ano - será homenageada no
festival. Azul Resplendor é uma obra que faz homenagem ao universo
teatral.
O ator Paulo Goulart, falecido no dia 13 março, que também será homenageado durante o evento, teve a
carreira marcada pela atuação na televisão. Mas também participou de históricas
montagens teatrais e filmes de grande repercussão
O Festibero
O Festibero - Festival Ibero-Americano de Teatro de
São Paulo foi originalmente concebido para pensar o papel do teatro na
sociedade atual, evidenciando as tendências de cada região e como elas
assimilam e respondem às questões contemporâneas. Com esta realização, o
Memorial cumpre a missão de promover o diálogo e estreitar ainda mais os laços
culturais entre países irmãos.
O Festibero reúne grupos teatrais que vêm se
destacando em seus respectivos países, dando um panorama das artes cênicas da
Península Ibérica e da América Latina. Cerca de 9.000 ingressos são
distribuídos aos paulistanos que podem apreciar todos os gêneros teatrais:
comédias, tragédias e dramas. O festival é uma rara oportunidade para ver
espetáculos que dificilmente viriam ao Brasil e, assim, apreciar o trabalho de
importantes grupos teatrais dos países envolvidos.
Serviço
VII Festibero – Festival Ibero Americano de Teatro
de São Paulo
De 22 a 27 de abril – terça-feira a domingo
Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664. Barra
Funda/SP
Metrô: Estação Barra Funda. Tel.: (11) 3823-4600
Ingressos: Grátis. Bilheteria: a partir das 14h.
Recomendado p/ maiores de 12 anos
Atividades a partir das 17 horas
Entrada: Portão 12. Estacionamentos: Portões 4 e 15
(R$ 10,00
); Portão 8 (R$ 7,50
+ R$ 1,50 por hora adicional)
PROGRAMAÇÃO
- VII Festibero
22
de abril – terça-feira
20h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Abertura
com homenagem à Eva Wilma
Peça
- BRASIL - Azul Resplendor
Duração:
90 min. Gênero: Comédia dramática. Classificação: 12 anos. 700 lugares
Azul
Resplendor
é uma obra que homenageia
o universo do teatro. A peça trata das relações complexas que se estabelecem
entre os artistas durante a criação de um espetáculo, como jogos de poder,
afetos, ambições e frustrações. A obra expõe para o espectador o que realmente
acontece nos bastidores. Normalmente, as pessoas ficam curiosas sobre o que se
passa fora dos holofotes, e o texto é pródigo na revelação desta “intimidade”,
protegida pelo camarim. Azul Resplendor expõe de maneira crítica e bem
humorada o ávido interesse que o público tem dedicado à vida privada dos
artistas.
Ficha
técnica
Texto:
Eduardo Adrianzén
Direção:
Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas
Elenco:
Eva Wilma, Renato Borghi, Guilherme Weber, Luciana Borghi, Luciana Brites e
Felipe Guerra.
Cenário: André Cortez
Iluminação: Lúcia Chediek
Figurino: Simone Mina
Trilha sonora: Aline Meyer
Vídeo: Renato Rosati
Produção: André Mello
23
de abril – quarta-feira
14h
às 18h – SP Escola de Teatro
Workshop:
O Som No Teatro – Criação e Técnica
Com
Raul Teixeira e Tiago de Mello
Por
SP Escola de Teatro
Endereço:
Praça Franklin Roosevelt, 210
Duração:
4h. Vagas: 20
Os
interessados receberão confirmação de inscrição no dia 22 de abril de 2014.
19h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- ARGENTINA - Como Arena Entre las Manos
Duração:
70 min. Gênero: Drama. Classificação: 12 anos. Capacidade: 700 lugares
A
peça Como Arena Entre las Manos descreve o universo, a atmosfera de três
períodos: a Belle Epoque, a segunda metade do século XX e agora o século XXI. É
o fim do século XIX, época de aspirações sociais, quando as classes superiores
começaram o veraneio nas praias de Mar del Plata. Luxo e ostentação se viam
coroados por um espaço em que o recato proibia o livre arbítrio. Sob as rígidas
"Regras de banho para o Porto de Mar del Plata" a vida se desenrolava
na areia. O tempo de lazer parecia atravessado pelos pudores da época. O texto
recria esse momento na contemporaneidade da protagonista, vivida por Herminia
Jensezian, que desfia as suas memórias do presente em uma aproximação íntima
com seus mais queridos afetos passados, os aromas de seus verões, vistas do
oceano, que ano após ano a cobriram e hoje a veste de sentimentos profundos. A
infinidade da natureza confronta o trânsito fugaz do homem.
Ficha
técnica
Texto:
Pablo Mascareño
Direção
e encenação: Herminia Jensezian
Interpretação:
Ana María Cores
Música:
Carlos Gianni
Cenografia,
iluminação e figurino: Herminia Jensezian
Fotografia:
Néstor Grassi - Tato Borounián
Direção
de vídeo: Ariel Gonzalez
20h
– Praça da Sombra
Intervenção
poética - BRASIL - Polvos Poéticos
Com
o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer
Classificação:
Livre. Duração: 60 min
A
intervenção Polvos Poéticos tem como intenção de popularizar o gosto
pela poesia. Os atores usam capacetes repletos de conduites de plásticos,
criados pela atriz e diretora Thereza Piffer para o Grupo Sensus, e, inspirados
na popular brincadeira do telefone sem fio, declamam poesias em um dos
conduites que são ouvidas por mais seis pessoas, através dos outros conduites.
A performance é divertida e gera curiosidade. O repertório de poemas
sempre tem sintonia com o ambiente em que são interpretados e tem como base a
pesquisa do Grupo Sensus que sempre usa literatura poética como dramaturgia em
suas intervenções sensoriais.
21h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
BRASIL - O Fiscal Federal
Duração:
70 min. Genro: Comédia. Classificação: 12 anos Lotação: 700 lugares
Inspirado
em O Inspetor Geral, do russo Nicolai Gogol, O Fiscal Federal –
que foi traduzido e adaptado pelo diretor Márcio Souza - gira em torno do
alvoroço que se estabelece num município no interior do Amazonas com o anúncio
da chegada de um fiscal do Tribunal de Contas da União. No enredo, Quati, um
aprazível município do Rio Solimões, no Amazonas, é governado por um prefeito
que prima pela educação, cultura e honestidade, não exatamente nesta ordem. Sua
esposa, Sargento Filomena, é a delegada que cuida da ordem pública da cidade
com pulso e desvelo. Lulu da Mandioca, homem de confiança do prefeito, é
responsável pela Secretaria da Fazendo e dá exemplos diários de uma
administração tão transparente que o erário evapora em cada exercício.
Completando o núcleo de poder, há a ilibada Dra. Maria Bragança, meritíssima
juíza da comarca, que vive o dilema moral de julgar processos. Quebrando a
tranquilidade deste burgo ribeirinho, chega a notícia de que um fiscal do Tribunal
de Contas da União virá investigar denúncias de corrupção neste paraíso
amazônico. O que acontece a seguir é uma hilariante comédia política.
Ficha
técnica
Com
TESC - Teatro Experimental do Sesc do Amazonas
Texto:
Márcio Souza (inspirado em O Inspetor Geral, de Nicolai Gogol)
Direção:
Márcio Souza
Elenco:
Robson Ney Costa, Carla Menezes, Daniely Peinado, Emerson Nascimento, Dimas
Mendonça
Iluminação:
Sidney Fernandes
Figurinos:
Criação Coletiva
Produção
executiva: Robson Medina
24
de abril – quinta-feira
19h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- BOLÍVIA - Y si Te Canto Canciones de Amor
Duração:
90 min - Gênero: comédia - Classificação: 14 anos. Capacidade: 700 lugares
Um
estranho casal - Pachi e Fidel - compartilha um apartamento para dividir
despesas. Ela é professora e tem um amante casado, com filhos pequenos e pouca
perspectiva de se divorciar da esposa. Ele é homossexual, cujo namorado de
muitos anos o deixou para ficar com uma mulher. Festivamente, os dois decidem
cometer suicídio no dia 24 de dezembro, data odiada por ser o dia em que mais
sentem solidão. Desde a primeira cena, eles preparam o dia do acerto de contas
com a vida como se fosse uma comemoração.
Ficha
técnica
Com
Cia. Artística Tucura Cunumi
Texto:
Dino Armas
Direção:
Yovinca Arredondo Justiniano
Elenco:
Diego Paesano e Janaina Prates
Vozes:
Luis Ernesto Arredondo (Zacarias), Elizabeth Iannone (Mamá) e Daniel Quiñones
(Federico)
Fotografia:
Yovinca Arredondo Justiniano
Figurino:
Gabriela Sandoval
Desenho
de luz: Ricardo Guillen
Produção:
Yovinca Arredondo Justiniano
20h
– Praça da Sombra
Intervenção
poética - BRASIL - Polvos Poéticos
Com
o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer
Classificação:
Livre. Duração: 60 min
A
intervenção Polvos Poéticos tem como intenção de popularizar o gosto
pela poesia. Os atores usam capacetes repletos de conduites de plásticos,
criados pela atriz e diretora Thereza Piffer para o Grupo Sensus, e, inspirados
na popular brincadeira do telefone sem fio, declamam poesias em um dos
conduites que são ouvidas por mais seis pessoas, através dos outros conduites.
20h45
- Praça da Sombra / Lona Principal
Homenagem
ao ator Paulo Goulart (1933-2014).
21h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- BRASIL – Genet: o Poeta Ladrão
Duração:
80 min - Gênero: Drama - Classificação: 18 anos. Capacidade: 700 lugares
A
peça inicia em 1969 com a vinda de Genet (Ricardo Gelli) a São Paulo para a
estreia da montagem brasileira de O Balcão, dirigida por Victor Garcia,
encenada quando o Brasil enfrenta forte censura e repressão militar. Ao saber
das inúmeras prisões de artistas e intelectuais, ele relembra de seus tempos na
prisão e de todo o submundo que fez parte de sua vida marginal. Na intimidade
de sua cela, em uma espécie de delírio, ele evoca os seres da noite, nesse
lugar entre o sagrado e o profano, e recria um mundo imaginário de desejos e
prazeres. Todas as personagens são inertes, abatidas pelo destino, fragmentos
de um mundo decadente; e Genet é um deus bárbaro que se compraz no sacrifício
humano. Para construir a peça, o autor Zen Salles se baseou nas personagens de
Genet. “Mas, eu não sou totalmente fiel à história de vida dele. Nem ele mesmo
o foi, pois como costumava dizer, ‘a poesia é a ruptura entre o real e o
irreal’. É justamente esse Genet que me interessa e é retratado na minha
dramaturgia: um Genet que habita as sombras, que ama os que erram, que tem
atração pelo crime, que é poeta e sabe esgotar o mundo com a sua poesia viva”,
explica.
Ficha
técnica
Texto:
Zen Salles - baseado na obra de Jean Genet
Direção:
Sérgio Ferrara
Elenco:
Ricardo Gelli, Fransérgio Araújo, Nicolas Trevijano, Rogério Brito, Felipe
Palhares, Ralph Maizza, Gabrielle
Lopez, Jhe Oliveira, Magno Argolo, Tiago Stechinni e Bruno
Bianchi.
Figurino:
Iraci de Jesus
Cenário:
Sergio Ferrara
Iluminação:
Rodrigo Alves
Sonoplasta:
Sergio Ferrara
Fotos:
Vivian Fernandez
Direção
de produção: Elder Fraga
Realização:
Fraga e Ferrara Produções
25
de abril – sexta-feira
19h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- ESPANHA - Decameron
Duração:
80 min - Gênero: comédia - Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares
Boccaccio
escreveu sobre um grupo de crianças, filhos das famílias mais ricas de
Florença, que estão fugindo de uma mortal epidemia e encontram refúgio em uma
de suas casas de campo. Para se entreterem, elas contam histórias engraçadas
uns para os outros. O Decameron é um dos marcos da literatura Européia banido
pela Inquisição por ser obsceno e irreverente. Cheio de humor e erotismo o
texto quebra a obscuridade Medieval e anuncia a Renascença. A montagem Decameron
de Candido Pazo adaptou vários contos da história original - aqueles mais
engraçados e mordazes que, atualmente, têm maior proveito metafórico -
adaptando-os para a cena.
Ficha
técnica
Adaptação
da obra de Boccaccio: Cándido Pazó
Direção
e narração: Cándido Pazó
Composição
e direção musical: Manuel Riveiro
Gravação
musical: Harry C (viola, violino, bandolim), Manuel Riveiro (guitarras,
percussão, piano, programação)
Cenário
e figurino: Carlos Alonso
Iluminação:
Afonso Castro
Assistente
de direção: Afonso Castro
Produção
senior: Avelino Cores "Faber"
Distribuição:
PemáisPe
Produção:
Belém Pichel
20h
– Praça da Sombra
Intervenção
poética - BRASIL - Polvos Poéticos
Com
o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer
Classificação:
Livre. Duração: 60 min
A
intervenção Polvos Poéticos tem como intenção de popularizar o gosto
pela poesia. Os atores usam capacetes repletos de conduites de plásticos,
criados pela atriz e diretora Thereza Piffer para o Grupo Sensus, e, inspirados
na popular brincadeira do telefone sem fio, declamam poesias em um dos
conduites que são ouvidas por mais seis pessoas, através dos outros conduites.
21h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- BRASIL - Cabeça de Papelão
Duração:
70 min - Gênero: Comédia musical - Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares
Livremente
inspirado em O Homem da Cabeça de Papelão, de João do Rio (1881-1921), Cabeça de Papelão narra por
meio de quadros revisteiros, a história de Antenor que, por dizer a verdade
verdadeira em vez da verdade conveniente, não é aceito em nenhum dos circuitos
sociais do País do Sol, local onde vive. Cansado de não se adequar, ele decide
deixar sua cabeça para conserto no relojoeiro e coloca em seu lugar uma cabeça
de papelão. Carregada de ironia, a Cia. da
Revista apresenta a veia satírica e politizada do cronista carioca nesta
comédia musical. Na juventude, Antenor (interpretado por Pedro Bacellar,
Adriano Merlini e Pedro Henrique Carneiro, em fases distintas) tentou ser firme
nos ideais de bom moço. Bastou encontrar obstáculos para esquecer as convicções
do passado.
Ficha
técnica
Com
Cia. da Revista
Dramaturgia:
Ana Roxo
Direção,
cenografia, figurinos e iluminação: Kleber Montanheiro
Elenco:
Adriano Merlini, Bruna Longo, Daniela Flor, Gabriela Segato, Heloisa Maria,
Luiza Torres, Natália Quadros, Paulo Vasconcelos, Pedro Bacellar e Pedro
Henrique Carneiro.
Assistência
de Direção: Deborah Penafiel
Direção
musical, preparação vocal e composição: Adilson Rodrigues.
Músicos:
Nina Hotimsky (acordeom) e Gabriel Hernandes (violão)
Operação
de luz e projeção: Rodrigo Oliveira
Produção
e execução: Cia. da Revista da Cooperativa Paulista de Teatro
26
de abril – sábado
18h
– Auditório da Biblioteca Victor Civita
Mesa
de discussão - O Teatro Brasileiro Contemporâneo
Por
SP Escola de Teatro
Palestrantes:
Alexandre Dal Farra e Soraya Belusi
Mediador:
Valmir Santos
Duração:
60 min. Lotação: 150 lugares
17h
– Em frente ao Auditório Simon Bolívar
Teatro
de rua - BRASIL - Dentro é Lugar Longe
Duração:
90 min - Gênero: Drama - Classificação: 14 anos. Lotação: 28 lugares
A
peça Dentro é Lugar Longe foi escrita a partir de história oral dos
artistas-pesquisadores da Trupe Sinhá Zózima. A dramaturgia é permeada,
sobretudo, por memórias da infância dos narradores, em que lembranças de
nascimento e morte são contadas compondo a metáfora da vida como estirada,
estrada longa. A vida é desvelada como viagem, caminhada das distâncias, num
itinerário em que malas vazias ou abarrotadas são carregadas como símbolo de
conquistas e de pelejas. A encenação ocorre em um ônibus em movimento
(característica singular do grupo), potencializando a ideia de viagem, de
partida, que ao mesmo tempo é também chegada.
Ficha
Técnica
Com
Trupe Sinhá Zózima
Dramaturgia:
Rudinei Borges
Direção:
Anderson Maurício
Elenco:
Alessandra Della Santa, Junior Docini, Maria Alencar, Priscila Reis e Tatiane
Lustoza.
Direção
musical: Junior Docini e Priscila Reis
Cenário
e figurino: Anderson Maurício e Maria Alencar
Iluminação:
Anderson Maurício e Otávio Dias
Produção:
Thais Polimeni
Assistente
de produção: Maria Alencar
Documentarista:
Luciana Ramin
Fotografia:
Christiane Forcinito e Danilo Dantas
Redação:
Rudinei Borges
Orientação
na confecção das malas cênicas: Adalberto Lima
18h
– Praça da Sombra
Teatro
de rua - BRASIL - Relampião
Duração:
60 min – Gênero: Comédia - Classificação: Livre
A Cia.
do Miolo e a Cia. Paulicéa de Teatro juntam-se nesse espetáculo
para revisitar as histórias de Lampião, o mito do cangaço, e aproximá-las das
questões cotidianas de nosso tempo. O que há em comum entre a luta do cangaço e
as lutas pela vida na contemporaneidade? Os grupos, utilizando suas
experiências de rua, apostam em uma caatinga de concreto, em múltiplos Lampiões
e Marias Bonitas, revelados na dramaturgia de Relampião. O mito do
cangaço no qual a peça se inspirou revela muitos traços da cultura e da própria
história do Brasil. A linguagem do espetáculo, dramaturgia, figurinos, músicas
foram criadas a partir de uma pesquisa voltada para a Cultura Popular
Brasileira: o cavalo marinho, o samba, as carrancas de São Francisco, os tipos
populares do Brasil.
Ficha
técnica
Direção: Alexandre
Kavanji
Direção
de atores: Renata Lemes
Dramaturgia: Solange
Dias
Elenco:
Aysha Nascimento, Antonia Mattos, Dudu Oliveira, Edi Cardoso, Flávio Rodrigues,
Francisco Gaspar, Harley Nóbrega,
Direção
musical: Charles Rasz
Músicos: Daniel
Rodrigues e Glauber Coimbra
Figurinos,
adereços e ambientação: Luiz Augusto dos Santos
Preparação
corporal: Alício Amaral e Juliana Pardo
Maquiagem: Guto
Togniazzolo
Técnico
de áudio: Gabriel Kavanji
Produção
Geral: Iarlei Rangel
19h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- PARAGUAI - Emiliano
Duração:
60 min - Gênero: Drama - Classificação: 14 anos. Capacidade: 700 lugares
Emiliano é um solo de Fabio Chamorro sobre
personagem paraguaio. Um soldado lutando em uma guerra conhece o amor de uma
mulher e também aprende com a sabedoria de um ancião, e canta. A peça faz a
viagem de uma vida inteira com os textos de Emiliano R. Fernandez, personagem
paraguaio que cantou sua vida e suas experiências na guerra do Paraguai, na
língua guarani. Esse desconhecido soldado
registra sua história como em um velho filme, codificado na linguagem do teatro
contemporâneo. A obra é recheada por recordações da infância, imagens vivas de
uma guerra, as quais Emiliano canta em suas canções. Nesse percurso
transitam amores e pessoas amadas, imagens e palavras. O ator Fabio Chamorro
cruza a fronteira da atuação para também ser envolver na direção teatral. “Com
esse texto Emiliano R. Fernandez nos emociona porque encontra nele partes de
nós mesmos", diz o ator/autor Fábio Chamorro .
Ficha
técnica:
Criação
e interpretação: Fabio Chamorro
Colaboração
na dramaturgia: Gabriela Zuccolillo, Edith Correa, Aida Risso
Fotografia:
Daniel Ayala
Texto
e música: Emiliano R. Fernández
Produção:
Esteban Cristaldo
20h
– Praça da Sombra
Intervenção
poética - BRASIL - Polvos Poéticos
Com
o Grupo Sensus. Criação e direção: Thereza Piffer
Classificação:
Livre. Duração: 60 min
A
intervenção Polvos Poéticos tem como intenção de popularizar o gosto
pela poesia. Os atores usam capacetes repletos de conduites de plásticos,
criados pela atriz e diretora Thereza Piffer para o Grupo Sensus, e, inspirados
na popular brincadeira do telefone sem fio, declamam poesias em um dos
conduites que são ouvidas por mais seis pessoas, através dos outros conduites.
21h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- BRASIL - Borandá
Duração:
100 min - Gênero: Comédia – Classificação: 12 anos. Lotação: 700 lugares
Em
Borandá, quatro saltimbancos se revezam para contar a saga de três
migrantes na cidade de São Paulo: Tião, Galatéa e Maria Déia. A primeira delas,
intitulada Tião, busca traçar o perfil geral do migrante, seu processo
de adaptação ao mundo industrial-urbano e a substituição de uma vida e de uma
cultura rurais. A segunda, Galatéa, refaz a trajetória mítica dos heróis
cômicos populares que são obrigados a sair de sua terra de origem em busca de
algo que lhe foi tirado. A terceira e última saga é Maria Déia, que tem
como protagonista a personagem feminina dentro do processo migratório: uma
história de exclusão em seu local de origem e local de destino, perda de
identidade e, muitas vezes, inconsciência do sentido e valor da própria
trajetória.
Ficha
técnica
Com
Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes
Texto:
Luís Alberto de Abreu
Direção:
Ednaldo Freire
Elenco:
Mirthes Nogueira, Aiman Hammoud, Carlos Mira e Fábio Takeo.
Figurinos:
Luiz Augusto dos Santos
Trilha
sonora composta: Kalau
Preparação
corporal: Julião
27
de abril – domingo
17h
– Auditório da Biblioteca Victor Civita
Mesa
de Discussões - O Teatro Latino-Americano Contemporâneo
Por
SP Escola de Teatro
Palestrantes:
Beto Benites e Alexandre Mate
Mediadora:
Silvana Garcia
Duração:
75 min. Lotação: 150 lugares
17h
– Praça da Sombra
Teatro
de rua - BRASIL - Marias da Luz
Duração:
60 min – Gênero: Comédia Grama. Classificação: Livre.
Recente
criação da Cia. As Graças, o espetáculo Marias da Luz foi criado a
partir de depoimentos reais de mulheres do Parque da Luz. Na peça, quatro
mulheres, de tempos diferentes, tocadas pelo abandono e pela solidão se
encontram no Parque da Luz e buscam um novo começo para suas vidas. Marivânia
(Juliana Gontijo) é mãe; uma mulher que procura pela filha Maria, desaparecida
no Parque há muitos anos. Mariana (Daniela Schitini) é uma mulher jovem, do
século passado (anos 1910), que chega à Estação da Luz para encontrar o noivo
que a abandonara grávida. Maria Pequena (Eliana Bolanho) trabalha como
prostituta no parque; ela abandonada na infância pela mãe na antiga rodoviária.
E Marileide (Vera Abbud), fotógrafa do parque, é uma personagem atemporal,
enigmática e cômica que registra e interage com as histórias dessas mulheres.
Ficha
Técnica
Com
As Graças
Dramaturgia:
Daniela Schitini e Nereu Afonso da Silva (em colaboração com o grupo, a partir
de depoimentos e histórias de frequentadores do Parque da Luz)
Direção
artística e cenografia: André Carreira
Elenco:
Eliana Bolanho, Juliana Gontijo, Daniela Schitini e Vera Abbud
Assistência
de direção: Nereu Afonso da Silva
Figurinos:
Claudia Schapira
Direção
musical e trilha: Daniel Maia
Consultoria
de som: Miguel Caldas
Produção
e administração: Ana Barros
Fotos:
João Caldas
18h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- MÉXICO – A Vivir
Duração:
1h20 - Gênero: Drama - Classificação: 12 anos – Lotação: 700 lugares
O monólogo A Vivir – do mexicano Odin Dupeyron é uma
obra que convida o espectador a redescobrir a vida. Mostra que o verdadeiro
problema não é o fim da vida, a não ser que comecemos a viver demasiadamente
tarde. Marciano acaba de concluir um curso de aperfeiçoamento pessoal, e está
prestes a dar o último testemunho da sua transformação, o que foi conseguido
graças a cursos ministrados pelo Dr. Augusto. Mas quando ele pensa que havia
deixado de questionar tudo e tinha conseguido resolver a questão de sua
aceitação pelos dos outros, sem querer, faz uma viagem por suas memórias, umas
agradáveis e divertidas e outras profundamente dolorosas. Marciano, representa o desejo de um menino que busca
entender seus pais; a angústia de um adolescente que quer ser aceito, a
frustração de um jovem que não é o que os outros esperam; a persistente busca
de um homem por encontrar-se a si mesmo para ser capaz de tomar suas próprias
decisões e de continuar a luta de um adulto por perdoar seus pais e libertar-se
de passado. A peça proporciona uma intensa jornada, que leva o espectador do
riso às lágrimas e, novamente, ao riso.
Ficha
técnica
Roteiro
e direção: Odin Dupeyron
Interpretação:
Odin Dupeyron
Produção:
Per Aspera Ad Astra
20h
– Praça da Sombra / Lona Principal
Peça
- PORTUGAL - Aos Nossos Filhos
Duração:
90 min - Gênero: Drama - Classificação: 14 anos. Lotação: 700 lugares
A
peça Aos Nossos Filhos é centrada no embate entre mãe e filha. A mãe (a
portuguesa Maria de Medeiros) é divorciada, com três casamentos e filhos em
dois deles, além de enteados. Ela é uma mulher que lutou contra a ditadura,
pegou em armas, foi exilada e morou em diversas partes do mundo. A filha, vivida
pela atriz e autora carioca Laura Castro, tem uma vida mais “certinha” e nada
convencional: seu casamento vai completar 15 anos com outra mulher que está
grávida do primeiro filho do casal. A ação se passa na noite em que a filha
conta para a mãe que vai ter um filho pela barriga de sua companheira. A
notícia traz à tona encontros e conflitos das duas gerações e coloca em
confronto as duas mulheres, mãe e filha, ambas revolucionárias em seu próprio
tempo. Como pano de fundo está a liberdade individual e as novas configurações
familiares com suas consequências, desdobramentos e afetos.
Ficha
técnica
Direção:
João das Neves
Texto:
Laura Castro
Elenco:
Maria de Medeiros e Laura Castro
Iluminação:
Paulo César Medeiros
Cenário
e figurinos: Rodrigo Cohen
Produção
executiva: Renata Peralva
Direção
de produção: Marta Nobrega / JLM Produções Artísticas
Assessoria
de imprensa: VERBENA Comunicação
Eliane
Verbena / Deborah Zanette