sábado, 9 de outubro de 2010

MAUÁ realizará o II Encontro de Teatro e será gratuito à população.

Por cinco dias, o II Encontro de Teatro de Mauá acontecerá nas Praças, Ruas, Espaços não convencionais e no Teatro Municipal.

De 24 a 28 de novembro de 2010, com 51 apresentações artísticas ao todo.

A Cidade

Situada no Grande ABC, Mauá é um dos trinta e nove municípios que compõem a região Metropolitana de São Paulo. Ocupa uma área urbana de 67 km2 e cerca de 13 km2 do município encontram-se em área de proteção de mananciais. A cidade faz divisa com Santo André (Oeste), Ferraz de Vasconcelos (Nordeste), Ribeirão Pires (Leste e Sul) e São Paulo (Norte).

Segundo a última estimativa realizada pelo IBGE (2007), Mauá possui mais de 410.000 habitantes e está entre as 11 cidades com maior número populacional do Estado. Os números comprovam as características observadas dia a dia no Grande ABC. Os nordestinos representam 40% da população, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A comunidade está concentrada na periferia e há casas típicas que remetem o migrante à terra natal. Cerca de 120 mil são jovens de até 18 (dezoito) anos, constituindo mais de 40% dos seus moradores.

Na realização do II Encontro de Teatro de Mauá estamos levando em consideração, dado a importância para se discutir os rumos da cultura, o aparecimento de novas, experiências a partir de grupos ou artistas de referencias de teatro moderno, as trocas de experiências e a discussão do papel das artes cênicas enquanto papel de formação e informação social. Os encontros de teatro são importantes para a formação de público, atores, diretores, dramaturgos, de toda gente que é envolvida na preparação de um espetáculo teatral, bem como a platéia – razão para a realização de qualquer evento.

Vale ressaltar que um evento cultural desta natureza funciona como MEDIADOR CULTURAL entre o PÚBLICO e a ARTE, possibilitando que a platéia conheça e se re-conheça na diversidade cultural do Brasil, no jeito peculiar que cada região tem de mostrar as concepções e interpretações sobre os espetáculos que apresentam. Um caldeirão de sotaques, de hábitos, de costumes e pesquisas.

No campo das artes cênicas em nosso país, poucos eventos têm tanto prestígio e importância como um Festival. Reuniram-se em um curto espaço de tempo, numa mesma localidade geográfica pequenas amostras da vida cultural em toda sua diversidade, possibilitando comparações, diálogos e reconhecimento mútuo. Baseado no pensamento de Léon Tolstoi “Canta tua aldeia e cantarás o mundo”, foi criado este lócus festeiro e narrativo Mauaense.

O II Encontro de Teatro de Mauá terá a duração de 5 dias seguidos e tornará a cidade um palco iluminado, promovendo oficinas, debates e apresentações de várias vertentes do teatro brasileiro, nas ruas e nos palcos. Muitas das peças apresentadas são de grupos inéditos na região do Grande ABC e/ou Estado e que provavelmente não chegariam sem que esse evento promovesse esse encontro.

Embora a sociedade transformou-se e globalizou-se nos últimos anos, incorporando novos conceitos, ferramentas, necessidades e desafios contínuos, alguns valores não mudam.

Para Mauá, o conceito de qualidade de vida sempre esteve atrelado à cultura e à educação. As apresentações de diferentes manifestações artísticas confraternizarão artistas e população comprovando o tema do encontro: “MAUÁ plural e integral”.

O teatro nasce da relação entre o público e o artista e resultada na memória coletiva. Um espetáculo nunca é igual ao outro, mesmo que seja o mesmo; assim o II Encontro garante emoções, dialéticas, discussão e aprendizados a cada dia. A organização vai promover um intercâmbio entre artistas, diretores e profissionais das artes cênicas; permitirá a aproximação do público com a linguagem teatral; vai provocar a discussão para a relevância da realização de um Festival de Teatro e com isso, planejar ações efetivas que possam estimular o desenvolvimento cultural da cidade de Mauá.

A realização do II Encontro de Teatro de Mauá 2010 enfatiza o Intercâmbio Cultural, a popularização do teatro e na formação de público.

O evento é uma possibilidade de intercâmbio entre artistas, realizadores, formadores de opinião e profissionais de teatro e tem como propósito engendrar um espaço de apresentação mediado por discussões, palestras e bate-papos.

O Encontro de Teatro “MAUÁ plural e integral” pode ser interpretado como um rito de convivência entre a linguagem teatral e os cidadãos da região. Um momento de congraçamento da cidade e as diversas formas de encenação, com a presença de grupos convidados e também grupos locais.


HISTÓRICO

I ENCONTRO DE TEATRO DE MAUÁ

O I Encontro de Teatro 2009 ocorreu de 3 a 6/12 daquele ano em diversos locais espalhados pela cidade de Mauá: no Teatro Municipal, na Praça 22 de novembro (a principal da cidade), no Espaço Heleny Guariba (ao lado da Biblioteca Municipal Cecília Meirelles), no Museu Barão de Mauá, no Espaço Cultural Cora Coralina (na escola municipal de mesmo nome), e, fato inédito na tradição dramaturgia municipal, dentro de um ônibus em movimento. Todos os espetáculos foram gratuitos.

Na programação, houve importante espaço para o teatro desenvolvido na cidade: os grupos Deanthales, Artemis, Capa, Téuga, Quartum Crescente e Literatrupe apresentaram suas criações no Encontro.

Além disso, contou-se com a presença de Denise Stoklos, que brilhou em “Calendário de Pedra”, e as companhias Odelê, Cia. São Jorge de Variedades, CPT, Trupe Sinhá Zózima (que se apresentou no ônibus); Barracão Teatro; Polichinelo, Pia Fraus, Lume Teatro, Fraternal Cia. de Artes e Malas Artes (do dramaturgo de origem abeceana Ednaldo Freire).

Mesmo antes da cerimônia de abertura do Encontro de Teatro 2009, o Secretário de Cultura, Esportes e Lazer – José Estevam Gazinhato e a Gerente do SESC São Caetano – Érika Mourão abriram as atividades formativas ou popularmente mesas de debate.


O Encontro manteve um espaço para mesas formativas, todas ocorridas na Sala Heleny Guariba. A primeira, sobre “Formação de Público”, contou com a presença de Ivam Cabral (“Os Satyros”) e com José Carlos Cetra, do Instituto de Artes da UNESP, teve a mediação de Sidnei Martins (SESC-SP). Na segunda, tendo como títulos “A História do Teatro da Região do ABC”, participaram o ator Antonio Petrin e o diretor Ednaldo Freire, tendo Caio Evangelista como mediador. E, por fim, “Experiências com Teatro de Grupo Fora do Eixo Rio – São Paulo”, com Anderson Maurício e Andréa Macera, com mediação de Alexandre Mate (Instituto de Artes – UNESP).


Caio Evangelista – Coordenador de Cultura de Mauá comentou: “Mauá agora, já está preparada para receber um Festival Nacional de Teatro e se estabelecer no calendário teatral do país”.

O evento foi desenvolvido e patrocinado pela Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer da Prefeitura Municipal de Mauá e pelo SESC de São Caetano do Sul.

Jardel Teixeira
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sucesso de público, o espetáculo “As Criadas” reestréia no dia 16 de setembro e fica em cartaz até 7 de outubro.


Sucesso de público, o espetáculo “As Criadas” reestréia no dia 16 de setembro e fica em cartaz até 7 de outubro. O Núcleo Paulista de Artes também obteve elogios da crítica por esta montagem, formado pelas atrizes Beth Lima, Vanice Pedrazzini e Monalisa Capella. As Criadas é do polêmico escritor francês e a direção desse texto, ficou por conta da premiada Elvira Gentil que aos 80 anos, continua em plena atividade. As apresentações continuarão no Espaço dos Satyros 2, sempre às quintas-feiras, às 21 horas.

Jean Genet foi o dramaturgo e criminoso condenado que se tornou uma das figuras mais importantes no teatro.

Sinopse

Duas mulheres. Irmãs. Amantes. Rivais. Criadas. Na ausência da Patroa, satirizam a sua condição humilde, personificando fantasias de libertação e luxúria. Ora servas, ora senhoras. Num jogo em que se confundem poder e submissão, amor e ódio, pela Patroa e de uma pela outra. E é preciso levar o jogo até ao fim. Pelo menos, até o despertador tocar.

Realização: Núcleo Paulista de Artes da Cooperativa Paulista de Teatro.

Texto: Jean Genet.

Tradução: Alfredo Mesquita

Direção: Elvira Gentil.

Elenco: Beth Lima, Vanice Pedrazzini e Monalisa Capella.

Cenário: Lirian Pedrazzini.

Supervisão de cenário: Renato Scripilliti.

Figurinos: Eneida Palermo.

Iluminação: Valdecir Araújo.

Sonoplastia: Carlos Henrique (Poli).

Assistente de direção: Vanice Pedrazzini.

Produção Executiva: Eneida Palermo.

Assistente de produção: Etel Buss.

Cenotécnico: Jorge Ferreira

Operador de luz e som: Valdecir Araújo

Assessoria de Imprensa: Jardel Teixeira.

Cartaz e programa: Lígia Furlan e Xandi Vaz.

Temporada: de 16 de setembro até 7 de outubro.

Quando: às quintas-feiras.

Horário: 21h.

Classificação: não recomendado para menores de 14 anos.

Duração: 90 minutos.

Ingressos: R$ 30,00 e R$15,00 para estudantes, melhor idade e classe teatral.

Local: Espaço dos Satyros 2, Praça Franklin Roosevelt, 134, Consolação, São Paulo, SP, próximo a Estação República do Metrô, tel.(11) 3258-6345.

Lotação: 60 lugares.

Jean Genet

Esse ladrão, vagabundo e homossexual francês impressionou pensadores como Jean-Paul Sartre e Jean Cocteau com seus textos que elevam os transgressores a heróis dentro de uma áurea quase mística, mas que ao mesmo tempo disseca sentimentos universais em todas as relações de poder como o desejo, humilhação e a impotência. No Brasil, ficou conhecido por sua peça “As Criadas”, em que duas empregadas oprimidas pela Madame simulam seu assassinato — um marco do chamado “teatro do absurdo”.

O Texto

Segundo palavras do próprio Jean Genet, o autor, duas atrizes desenvolvem um jogo teatral ao serem “As Criadas” dentro de um procedimento perturbador, revelador de suas personalidades, com comprometimento psicológico diluído pela condição de subalternas, aprisionadas no extrato social a que pertencem, mesmo que a classe social a qual servem motive um procedimento de extirpação dos obstáculos que, supostamente, possa levá-las à redenção.

Elvira Gentil

Diretora, atriz, professora de teatro e prêmio APCA, participou de montagens operísticas e musicais. Atua, principalmente, na direção teatral e intercâmbios internacionais. Elvira Lima Gentil nasceu no dia 13 de setembro de 1930, em Votorantin, São Paulo. Formada como atriz na Escola de Arte Dramática (EAD) na turma de 1963/1964, fez o Curso de Preparação de Ator dentro do método de Stanislavski, com Eugênio Kusnet em 1968, além de ser estagiária no Curso de Teatro no H. B. Studio em Nova Iorque/USA em 1972. Entre 2009 e 2010 foi aluna de Chico de Assis no Curso de Dramaturgia e, no segundo semestre de 2009 iniciou o Curso de Artes Cênicas na Faculdade Paulista de Artes. Elvira também foi Coordenadora Cultural da Secretaria do Menor do Estado de São Paulo, de 1987 a 1994. Nos dois últimos anos, paralelamente às montagens teatrais, participou da curadoria dos 2º e 3º Festival de Teatro Ibero Americano no Memorial da América Latina.

As Atrizes...

Beth Lima

Atuou, entre outras peças, em “As Troianas” de Eurípedes, direção de Alexandre Dressler; “Alice Candura Pura Pura,” de Naum Alves de Souza, Maria Luisa Fonseca e Luís Carlos Cardoso; “A Casa de Bernarda Alba” de Garcia Lorca, direção de Laerte Morrone; “Mulher Verso Frente” de Afonso Gentil, direção de Elvira Gentil.

Monalisa Capella

Participou de diversas montagens dirigidas pelos diretores Wladimir Capella, Elvira Gentil e Jaime Celiberto, como “A Cartomante”, de Machado de Assis, em Portugal; “Tristão e Izolda”, ”Miranda” e “Avoar” textos de Waldmir Capella; “Bidu Sayão”, de Adir de Lima e Décio Gentil para o Festival Fazer a Festa na cidade do Porto em Portugal.

Vanice Pedrazzini

“Um Estudo em Vermelho”, de Conan Doyle e “O Diário de Anne Frank”, estão entre suas primeiras participações no palco. Entre vários outros espetáculos destaca as 2 versões (uma foi para Portugal) de “No Natal a Gente vem te buscar”, de Naum Alves de Souza, dirigidas por Elvira Gentil, “O Montador”, de Adir de Lima e Décio Gentil, ao lado de Laerte Morrone, que, por sua vez a dirigiu em “A Casa de Bernarda Alba” de Lorca. Nova visita a Portugal, ao lado de Miriam Mehler em “Bidú Sayão, uma Homenagem”, da dupla Adir de Lima e Décio Gentil. Em 2007 fez temporada no Teatro Sérgio Cardoso, sala Paschoal Carlos Magno, com “Revisão de \prova”, de Décio Gentil, direção de Elvira Gentil, novamente com Miriam Mehler.

O Projeto

Trazer à cena “As Criadas” desse escritor “maldito”, cuja vida pessoal e cuja obra provocaram tanta controvérsia, é trazer às pessoas de hoje, jovens ou adultos, a reflexão de que o mundo não mudou, pois, agora com muito mais requintes de ironia, sarcasmo e maldade mal disfarçada, percebemos a injustiça solta, contribuindo para a criação de transgressores “monstros” que, no desespero, impiedosamente atacam essa sociedade injusta e impune.

O Grupo

O Núcleo Paulista de Artes da Cooperativa Paulista de Teatro surgiu 1994 com a montagem da peça “O montador” de Adir de Lima e Décio Gentil, sob direção de Elvira Gentil, Laerte Morrone e Vanice Pedrazzini participaram do elenco. O grupo também realizou as peças: “Revisão de Prova” com Mirian Mehler, Mario Cesar Camargo no elenco, direção de Elvira Gentil e texto de Décio Gentil, em 2007. O Núcleo se uniu a Fernando Calvozo e juntos montaram “A Noiva do Condutor” de Noel Rosa com Denise de Freitas e “Bidu Sayão – Uma Homenagem” com Mirian Mehler, Leona Cavalli, Vanice Pedrazzini e a cantora lírica Solange Siquirolli, também texto de Décio Gentil em parceria com Adir de Lima. Com o espetáculo “Bidu Sayão – Uma Homenagem” fez turnê em Portugal e participou do Festival Fazer a Festa em Porto. Essa parceria também levou a Portugal: “No Natal a Gente Vem te Buscar” de Naum Alves de Souza e “A Cartomante” de Machado de Assis.

Criticas

Peça mostra empregadas que se revelam

Por João Varella, repórter de São Paulo do R7

Duas empregadas domésticas dão vazão a sentimentos e atitudes diferentes quando a patroa sai de casa. Mas ao contrário do ditado “quando o gato sai, os ratos fazem a festa”, nem tudo é alegria. Peça acerta ao ir de encontro ao lugar-comum. Na peça As Criadas, em cartaz em São Paulo no Espaço dos Satyros 2, as serviçais não só riem e comemoram quando a empregadora deixa a casa, mas também deixam aparecer lados ocultos de suas personalidades antes elas mesmas. Nessa trama, cujo texto é do francês Jean Genet (1910-1986), elas elaboram um plano para fazer com que esses sonhos escondidos prevaleçam. Se fosse um conto de fadas, as empregadas seriam boazinhas e a patroa, malvada. A diretora Elvira Gentil acerta ao não cair nessa escolha óbvia e embaralha os sentimentos com alguns detalhes. O fato de a atriz que interpreta a patroa (Monalisa Capella) ser duas gerações mais jovem que as empregadas (Vanice Pedrazzini e Beth Lima, esta última impecável) inverte o senso comum de forma simples e criativa. O tom shakesperiano das interpretações, aquele dos grande dramas teatrais, é justificado pela história, que lida com o lúdico e é uma grande tragédia clássica no final das contas, mas pode causar algum ruído. Não tira mérito do texto que dá voltas, porém sem nunca voltar ao mesmo ponto.

Avaliação: Muito bom

As Criadas

Por Vinício Angelici, revista stravaganza.

Toda vez que a patroa se ausenta, duas empregadas deixam de lado seus afazeres domésticos para ensaiar o assassinato da Madame. Trata-se de uma encenação marcada pela troca de papéis, falas e comportamentos. Na peça do dramaturgo francês Jean Genet, escrita em 1947, as irmãs Solange e Claire podem até se odiar porque ambas formam a imagem refletida do servilismo, mas se divertem nesse teatro dentro do teatro, nesse jogo de poder e submissão com timbre psicanalítico e viés sociológico. É a agonia de uma classe social em uma destroçada Europa pós-Segunda Guerra, às voltas com a instauração de uma nova ordem política e social. Na montagem dirigida por Elvira Gentil, a ficção forjada pelas criadas ganhou tintas realistas e sublinha a ironia trágica dessas personagens contaminadas pela aspiração de poder. Genet não tem compaixão em sua crítica à moral burguesa da época. Com sarcasmo, desnuda uma estrutura social corroída por relações de amor e ódio. O jogo de projeções e recalques construído pelo autor faz sentido em um mundo onde todos, em sua ácida visão, não passariam de atores. Por isso recomendava que a peça fosse interpretada por homens, exatamente para acentuar o poder da farsa. A direção optou por um elenco feminino, porém, isso não desidratou as ambigüidades dessas personagens em pleno exercício de faz-de-conta. Criadas e Madame continuam escondendo suas maldades sob a máscara da ironia. Nesta montagem sem excessos aparentes, não se faz concessões ao prolixo e ao humor fácil. O que a diretora ilumina, no fundo, é a luta de classes e deixa que a disputa se configure naturalmente em cena. A ótima tradução de Alfredo Mesquita, criador da EAD – Escola de Arte Dramática, se revelou uma boa escolha porque preserva a fantasia imaginada por Genet. A cenografia, de Lirian Pedrazzini, nome em ascensão na área, acaba se tornando uma provocação involuntária. No espaço exíguo do teatro, o entulhamento de peças e objetos funciona como símbolo de uma sociedade opressora. Poderia até ser um cenário cru, embora corresse o risco de perder seu caráter de denúncia. Os figurinos de Eneida Palermo são adequados e de bom gosto. O elenco revela sintonia com a proposta realista. Beth Lima e Vanice Pedrazzini, nos papéis respectivos de Claire e Solange, mergulham em seus personagens com entusiasmo e energia, estabelecendo a fricção necessária e expondo as nuances das serviçais. Apesar de jovem para o papel, Monalisa Capella tonifica o registro caricato, mas consegue dar credibilidade a uma Madame tola e fútil. É um espetáculo com luz própria e autoral. Eficiente em apreender a essência de um texto no qual personagens interpretam personagens que interpretam um papel. (Vinício Angelici).

Avaliação: Bom

Cenógrafa jovem e surpreendente

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil

Desde que freqüento o Espaço dos Satyros II, não me lembro de ter visto cenografia melhor do que a de Lirian Pedrazzini para As Criadas.de Jean Genet, autor francês cujo principal texto teatral foi O Balcão, sob direção de Elvira Lima Gentil, em cartaz apenas às quintas-feiras. É fato que a maioria dos espetáculos lá apresentados não focalizam pessoas que têm a seu serviço duas criadas, como agora. O que justifica plenamente o extremo bom gosto de todos os elementos cênicos, entre os quais muitas flores e cabides com roupas de belas cores. Os figurinos de Eneida Palermo e a iluminação de Valdecir Araújo não ficam nada atrás. Claro que são qualidades que também levam a assinatura da direção, a cargo de Elvira Lima Gentil. Além de um visual nota dez a montagem conta com excelentes atrizes (antes por aqui só lembro de ter assistido com atores): Beth Lima, Monalisa Capella e Vanice Pedrazzini. São qualidades que garantem que uma montagem merece ser assistida, especialmente para os que não conhecem esse autor tão maravilhoso e diferente da maioria. O único aspecto discutível é a leitura realista que casa bem com o texto, mas que – nos parece – ficaria mais atual e mais fiel ao teatro do absurdo, se interpretada como um jogo. Com um pouco mais de leveza. Mesmo assim, não percam, às quintas-feiras às 21horas no Satyros II, também na Praça Roosevelt.

As Criadas

Resenha por Dirceu Alves Jr. – Veja São Paulo.

De Jean Genet (1910-1986). Escrito pelo autor francês em 1947, o drama traz duas mulheres que, na ausência da patroa, satirizam a condição humilde, liberando suas fantasias. O jogo de poder e submissão transforma-se em uma relação de amor e ódio estabelecida entre as serviçais. Estreou em 15/07/2010. Até 26/08/2010.

Informações

Jardel Teixeira

(11) 6409-7072

(11) 3909-7822

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

COMÉDIA " COMO MONITORAR UM HOMEM "

COMÉDIA " COMO MONITORAR UM HOMEM "

TEATRO RUTH ESCOBAR

Por José Dantas




“ COMO MONITORAR UM HOMEM”

TEATRO RUTH ESCOBAR- Sala Dina Sfat -

Rua Dos Ingleses 209 - Tel. 3289 23 58

Sessões TODOS os SÁBADOS 23 horas>

R$ 30,00

COMO MONITORAR UM HOMEM

Comédia de MIRIAM PALMA

Direção Miriam Palma e Viviane Alfano.

ELENCO :

ROGÉRIO DRAGONE

ROMANA VASCONCELOS

e MIRIAM PALMA .

> COMO MONITORAR UM HOMEM <

Da mesma autora da comédia “As Encalhadas”, direção de Bibi Ferreira, há nove anos em cartaz, “COMO MONITORAR UM HOMEM”, dá continuidade ao tema referente aos relacionamentos afetivos, que trata da incomunicabilidade entre homens e mulheres de maneira bem-humorada . Victor Wagner participou da novela Xica da Silva, entre outras. No teatro atuou recentemente em “As Mentiras que os Homens Contam” .

SINOPSE

O texto narra a história de Silvana uma renomada física. Um dia seu namorado Edu, com quem se relacionava há sete anos, liga terminando o namoro, sem dar explicações. Ela inconformada tenta descobrir o motivo. Assim, acaba pesquisando exaustivamente até ter acesso à senha de e-mail e do telefone celular dele. Durante dois anos ela o monitora, ligando e pegando os recados na secretária eletrônica . Os recados são de personagens como a mãe possessiva, a psicóloga neurótica que ambos freqüenta, o filho adolescente problemático, a namorada jovem e outros que farão o público gargalhar com suas reviravoltas. Quando Silvana ouve os recados que ainda não foram ouvidos por ele corre o risco de ser descoberta, então ela os deleta. Portanto, apaga recados importantes como o da mãe que necessita de uma ambulância urgentemente, o do filho que vai preso numa festa rave e o espera numa delegacia e outras situações gerando inúmeros qüiproquós. Silvana tenta consertar as situações mandando pessoas para resolverem os problemas. A mãe acredita ser um anjo que protege Edu. Por fim, ele confuso, resolve trocar a secretária eletrônica e acidentalmente encontra Silvana, a quem dá explicações pela atitude tomada, num final inusitado.

As Encalhadas no Teatro Ruth Escobar


As Encalhadas

Por José Dantas.


Mulheres de classes sociais distintas vivem em um mundo feito para casais e encontram-se sempre sozinhas por diferentes razões. Narcisa, por exemplo, é uma mulher casada, mas está sempre sozinha pelo fato de seu marido viajar o tempo todo a negócios. Cecília é a típica solteirona que arranja uma série de namorados mas não cria laços com nenhum deles. Já Grace, é maquiadora do programa "Mulher 2000" e vendedora de produtos eróticos e sonha se casar, mas todos os homens com quem se compromete costumam ser comprometidos. Serviço Data: até 28/08 Horário: Sábados, às 19h Local: Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat - Rua dos Ingleses, 209 - Bela Vista. Ingressos: R$40 Tel.: (11) 3289-2358 www.teatroruthescobar.com.br

sábado, 5 de junho de 2010

Vai se Ferraz!

Marcos Ferraz Gosta de contar e escrever histórias. Este é o ofício dele. Começou esta jornada pelo teatro, em 2001. Hoje, também escreve para tv, cinema, web e institucionais. Em seu blog ele posta textos soltos, ideias, crônicas, bobagens, etc.


Um dos seus premiados espetáculos é Lado B - Mudaram as estações e saiba um pouco dele contato por mim quando estreou...
A Cia. de Teatro Rock e Marcos Ferraz são a parceria perfeita do teatro contemporâneo.
Por Jardel Teixeira

Eles estrearam o esperado musical Lado B - Mudaram as estações.
É um espetáculo que agrada tanto aos jovens como aos mais velhos, eu diria que a Cia. de Teatro Rock é uma trupe de jovens artistas com espírito de quarentões. Isso sem contar, o excelente A sessão da Tarde ou Você Não Soube me Amar que é o lado A de um projeto maior da Cia. de Teatro Rock. O lado B estreou agora, leiam a entrevista exclusiva de Marcos Ferraz. Ele conta a trajetória dos três espetáculos e da Cia. de Teatro Rock.

Lado B - Mudaram as estações (90min, 12 anos) - Musical.
Grupo: Cia. Rock - texto: Marcos Ferraz - direção: Marcos Okura, Fábio Ock e Fezu Duarte - direção musical: Cláudio Calunga - elenco: Bruna Guerin, Felipe Caczan, Laura Carolina, Luiz Araújo, Paula Bressan, Rosy Aragão, Thais Uessugui, Velson D´Souza, Vinicius de Loiola e Willian Anderson.
História de uma banda que está à beira do sucesso e o que este fato implica em todas as suas relações com a fama, a mídia e seus fãs. A trilha traz canções do pop-rock brasileiro dos anos 1980.

LADO B - MUDARAM AS ESTAÇÕES (2007/2008)
Trecho:Ensaios
Texto: Marcos Ferraz
Direção: Fábio ock, Fezu Duarte e Marcos Okura
Direção Musical: Ivan Parente
Ass. Dir. Musical: Vinícius de Loiola
Coreografia: Juliana Sanches
Cenário: a direção
Figurinos: As Mariposas
Iluminação: a direção
Sound Designer: Marcos Okura
Técnico de som: Joel Doc
Designer gráfico: Felipe Caczan
Produção: Cia de Teatro Rock
Elenco:
Rosy Aragão, Hugo Picchi,Bruna Guerin, Velson D'Souza, Willian Anderson,Felipe Caczan, Paula Bressan, Thaís Uessugui, Laura Carolina, Rafael Fernandes, Luiz Araújo,Fábio ock, Paula Flaiban, Daniela Cury, Vinícius de Loiola, Caio Salay.
Participação Especial: Antônio Abujamra




A SESSÃO DA TARDE OU VOCÊ NÃO SOUBE ME AMAR (2006/2007/2008)
Texto: Marcos Ferraz
Direção: Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura
Direção Musical: Halei Rembrandt, Cláudio Calunga e Ivan Parente
Cenário e Iluminação: a direção
Sound designer: Marcos Okura
Figurinos: Renato Bolelli Rebouças
Coreografia: Juliana Sanches
Produção: Cia de Teatro Rock / Tiago Abravanel
Elenco: Rosy Aragão, Halei Rembrandt, Luiz Araújo, Heloísa de Palma, Tiago Abravanel, Paula Flaiban, Clara Camargo, Velson D'Souza, Ubiracy Brasil, Laura Cury, Daniela Cury, Felipe Ferreira, Cléo Caetano, Alice Reis, Willian Anderson, Bia Borin, Felipe Caczan, Melissa Garcia, Fernada Belinatti, Bruna Guerin, Caio Salay, Marilice Cosenza, Vinícius de Loiola, Paula Bressan, Hugo Picchi, Rafael Fernandes, Laura Carolina.




NA CAMA COM TARANTINO (2001/2005/2007)
Trecho: abertura da peça
Texto: Marcos Ferraz
Direção: Fábio Ock, Fezu Duarte, Marcos Okura
Cenário e Figurinos: Crhis Aizner
Iluminação e trilha: a direção
Cenotécnico: Agilson Santos (Tico)
Direção de produção: TBC/Cia de Teatro Rock
Elenco São Paulo:
1ª Montagem:
Priscila Oliveira, Marcos Ferraz, Zé de Paiva, Halei Rembrandt, Nicolas Trevijano, José Roberto Jardim, Marco Aurélio Campos, Débora Vivan, Joyce Roma, Daniela Cury, Mariana Elizabetsky, Tânia Paes, Marcos Okura, Marcelo Diaz e Maurício Xavier

2ª Montagem:
Priscila Oliveira, Marcos Ferraz, Jonathan Faria, Nicolas Trevijano, Thiago Adorno, Fabiano Amigucci, Marco Aurélio Campos, Débora Vivan, Joyce Roma, Daniela Cury, Tathiana Bott, Marcos Okura, Marcelo Diaz, Veridiana Toledo e Fezu Duarte.

3ª Montagem:
Priscila Oliveira, Hugo Picchi, Yoram Blaschkauer, Zema, Thiago Adorno, Fabiano Amigucci, Ricardo Sawaya, Marco Aurélio Campos, Débora Vivan, Joyce Roma, Daniela Cury, Tathiana Bott, Marcos Okura, Marcelo Diaz, Fernando Fecchio, Camila Raffanti e Fezu Duarte.

Elenco Rio:
Munir Kanaan, Simone Soares, Marcos Okura, Leonardo Abel, Fezu Duarte, Fábio D'Arrochella, Tatiana de Marca, Tom Schubert, Caique Loyolla, Wendell Bendelack, Raul Franco, Marcelo Diaz, Daniela Pessoa e Viétia Zangrandi.




R-EVOLUÇÃO URBANA (2004)
Texto: Marcos Ferraz
Direção: Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura
Cenário: Crhis Aizner
Figurinos: Leopoldo Pachecco e Carol badra
Iluminação: Kléber Montanheiro
Direção Musical: Paulo Marchetti, Jonnhy Monster, Halei Rembrandt
Preparação Vocal: Cláudio Calunga
Coreografia: Joyce Roma
Coreografia de luta: Nicolas Trevijano
Produção: Cia de Teatro Rock
Elenco:
Luiz Paccini, Virgínia Buckowski, Marco Aurélio Campos, Halei Rembrandt, Alessandra Vertamatti, Marcelo Diaz, Débora Vivan, Tatiana de Marca, Joyce Roma, Péricles Carpegiani, Marcos Ferraz, Tom Schubert, Munir Kanaan, Claúdio Calunga, Alja, Márcio Yacoff, Tãnia Paes, Jonathan faria, Liliane Arruda e Álvaro Petersen.
Participação Especial: Antônio Abujamra


A BORBOLETA SEM ASAS (2001)
Texto: César Cavelegna, Carlos Alberto Sofredinni, Marcos okura e Marcos Ferraz
Direção: Fábio Ock, Fezu Duarte e Marcos Okura
Músicas: Marcos Okura, Ricardo Brunelli
Direção Musical: Eduardo Gudin
Cenário: Vera Oliveira
Figurinos: Cássio Brasil
Maquiagem: Jonathan Faria
Coreografia: Fernando Neves
Cenotécnico e Contrarregra: Agilson Santos (Tico)
Direção de procução: TBC/ Cia de Teatro Rock
Elenco:
Mariana Elisabetsky, Ivan Parente, Pericles Carpigiani, Marco Aurélio Campos, Nábia Villela, Joyce Roma, Halei Rembrandt, Neusa Romano, Tânia Paes, Daniela Cury e Cláudio Calunga.

sábado, 29 de maio de 2010

Grupo Botija apresenta PEQUENAS IGREJAS GRANDES NEGÓCIOS


Grupo Botija apresenta

PEQUENAS IGREJAS GRANDES NEGÓCIOS

Por Jardel Teixeira

Sinopse

É uma sátira bem humorada, vivida por apenas um ator. Maciel Oliveira faz uma gozação doprograma dominical da TV Globo: “Pequenas Empresas Grandes Negócios”. A peça conta a história de um corinthiano que veio tentar a vida em São Paulo e se vê em dificuldades financeiras. Quando descobre que o melhor investimento a se fazer é fundar uma igreja, percebe que tem apenas trinta reais no bolso. Diante disso, funda uma associação chamada Pequenas Igrejas Grandes Negócios, onde pretende ter uma renda de trinta mil reais por mês a partir do dinheiro investido. Nesse momento, Edson deixa de ser o torcedor falido para se

transformar no Pastor Edson. A partir daí, além do templo numa favela, surgem outros pela cidade inteira. Essa associação é composta por todos os tipos de religiões e, como o sujeito virou pastor, começa a receber seus adeptos para relatarem suas experiências de vida e comentarem como tudo mudou após a conversão à assembléia do Pastor Edson. São personagens vividos pelo próprio Maciel Oliveira. As figuras que o ator interpreta são: Elizabeth, uma ex-freira, Francisco, um ex–gay, Whatisyourname, um nordestino e ex-homem-bomba, entre outros...

Ficha Técnica - Grupo Botija

Texto: Maciel Oliveira

Elenco: Maciel Oliveira

Direção: Fábio Rodrigues

Assistente de Direção: Natália Amaral

Iluminação/Som: Sandro Coimbra

Trilha sonora: Alex Duran

Concepção de cenário: Sandro Coimbra

Figurinista: River Barros

Assessoria de imprensa: Jardel Teixeira

Produção e Realização: Grupo Botija

Serviço

Duração: 60 minutos.

Recomendação etária: 15 anos

Temporada: de 15 de maio a 4 de julho de 2010. Sábados às 20h e domingos às 18h

Local: Teatro Santo Agostinho (acesso para deficientes, café), Rua Apeninos, 118, Liberdade, São Paulo, (11) 3209-4858, próximo a Estação Vergueiro
do Metrô SP.

Vendas de ingressos: (11) 4119-2441 ou 8179-8804.

Ingressos: R$ 40,00, estudantes, melhor idade e classe teatral R$ 20,00.

Grupo Botija Grupo Botija

Teatro Convencional e Teatro Empresa.

O Grupo Botija foi criado no início de 2003, com o objetivo de se aprofundar no estudo teatral; dando preferência para autores brasileiros, principalmente os novos, porém não deixando de lado grandes dramaturgos como Shakespeare, Vitor Hugo, Tchekov, entre outros. A princípio o grupo se reunia uma vez por semana para estudo de texto. O projeto foi tomando corpo, reunindo pessoas com objetivos comuns. Por meio desse estudo, o Grupo Botija desenvolveu já em 2003, o projeto “Cenas de Doido”, de autoria de Maciel Oliveira; em 2004 foi realizado o projeto da peça “Florbela”, de Alcides Nogueira, dramaturgo da Rede Globo de televisão. Em 2005, o Grupo Botija, partiu também para uma proposta diferente, ou seja, para o Teatro Empresa, o qual tem se tornado parte integrante dos projetos do Grupo. Formado por atores profissionais, que já atuaram em Cinema, TV e Teatro.

Fábio Rodrigues -
Direção

Cineasta, Editor, Diretor de Teatro e Músico.

Maciel Oliveira - Ator e autor

Preparador de elenco, arte educador, ator de teatro/cinema/televisão.

Jardel Teixeira

(11) 3909-7822

(11) 6409-7072